Coração mimado

Esclarecendo, que o texto a seguir não é direcionado ao meu namoro, que está muito bom, por sinal ;D

Como dizia a velha vovó, as únicas pessoas capazes de nos magoar são as mais próximas de nós.


Talvez uma das falhas dos seres humanos é a incapacidade de domar seus afetos. É como se o coração tivesse sua própria vontade, e de tão mimado, simplesmente nos ordena a dar a ele o que quer, nem que isto vá contra nossos princípios morais ou então, contra a tão forte razão. Em troca, nos deixa dormir em paz, não fica apertado...

No momento em que ele fica feliz e nossa mente concorda com o feito, tudo fica ótimo, como se o coração e o cérebro se cruzassem pelos corredores do corpo, trocando "Bom dia!", "Como vai?", por todos os lados. O coração é uma criança, chorona e imatura, e que pouco se importa com o resto do corpo, que tenta a todo o momento alertá-lo do que está por vir.

Sim, quando o sábio e experiente cérebro percebe que algo está errado, ele tenta avisar, tenta acordar, mas a besta do coração continua abafando sua voz. E quando se sente ameaçado, leva o corpo todo junto, com crises de noites mal dormidas, depressão e afins...

Somente quando todos se cansam de avisá-lo e ele encara a verdade de frente e sem nenhuma dó, é que ele fica quieto. Quando vê tudo aquilo de que tanto gostava, amava e prezava ruir diante seus dedos, é que ele passa a escutar o velho cérebro. Irônico...

E é nesse momento em que ele faz a birra, ou chora enlouquecidamente querendo o que tinha de volta, ou então, prepara todos os seus mísseis nucleares e armas de guerra contra o filho da put* que o enganou. A parte triste, é que ele não percebe que isto não o levará a nenhum lugar, pior ainda, se o cérebro cair na dele, o que pode ferrar com tudo novamente.

Por isso eu digo que não vejo nenhum problema quando o coração começa a levar patadas desde pequeno. Aí ele começa a ganhar maturidade e aprende que não basta ele querer ter tudo para si, basta também ser DIGNO de merecer o que quer. Quanto mais porrada ele levar, mais robusto fica, mais resistente, vivido e menos... mimado.

E nóis tecra por aí...

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